Mostrando postagens com marcador Rock no Largo do Rosário Penha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock no Largo do Rosário Penha. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, agosto 06, 2012

Penha Rock 1ª Edição - Resenha e Fotos


Adriano Pacianotto e Aurélio Ordanini 

Aconteceu neste sábado, dia 04 de agosto, a estreia do Projeto Penha Rock, no Largo do Rosário, ponto histórico de São Paulo e agora palco de resistência do rock independente nacional.

Sem querer agradar gregos e troianos, realizamos um festival bem no meio do centro comercial do bairro, sob protesto dos mais conservadores, que certamente preferem o silêncio dos mendigos e da praça abandonada ao movimento cultural que fizemos por lá, que só pra constar, acabou literalmente com a bebida e a comida da feirinha da praça, trouxe gente que não pisava ali há anos e outros que sequer sabiam da existência do lugar, e colocou a Penha de volta no circuito independente paulistano, fazendo toda a Grande São Paulo virar os olhos para lá.

O Penha Rock trouxe ao Largo uma movimentação de pessoas engajadas - artistas, público, imprensa, apoios culturais e comerciais, etc. - e aflorou um sentimento de revolta diante do completo descaso com que aquele patrimônio histórico é tratado, com a Igreja de 210 anos, tombada pelo CONDEPHAAT em 1982, caindo aos pedaços, a praça suja e mal estruturada e uma atmosfera de moralização hipócrita que insiste em espernear dizendo que o espaço tem que permanecer inerte para o bem do "coronelato" local.

O Rock cumpriu sua função transformadora, plantando sementes em corações contestadores e conscientizando as pessoas de que o espaço público pertence somente à população, para seu desfrute e convívio, cabendo aos representantes do poder apenas o exercício de sua função de funcionalismo público, pois nada mais são do que nossos empregados, pagos com nosso dinheiro, com o DEVER de nos servir.   

Se apresentaram nesta edição as bandas Kamenin, O Grande Ogro, Inside Shout, Jack's Revenge e Nessuno E Os Cães de Pavlov, além do DJ Aurélio Ordanini que animou os intervalos com muito rock alternativo. As bandas são de ótima qualidade, com propostas autorais e apresentações bastante competentes. Agradaram mais do que imaginávamos, recebendo elogios até de gente com nenhuma ligação com o rock mas que foi tocada na alma pela verve artística e suas infinitas possibilidades. Já os conservadores de plantão devem estar até agora com uma enorme interrogação sobre suas cabeças, certamente porque esperavam um espetáculo de horrores, drogas e brigas, mas perceberam (assim espero) que essa ideia é fruto de suas mentes preconceituosas, pois o que a cultura rock'n'roll proporciona tem por princípio a paz e harmonia entre as pessoas (do rock ou não), e nossa revolução não é feita com armas, mas sim com canetas e guitarras.

Novas edições serão divulgadas em breve, e quem se interessar em participar pode escrever para projetopenharock@gmail.com ou falar diretamente comigo.

O evento teve apoio do comerciante e agitador cultural Mauro Inácio, da Renovação Carismática Católica, da Supervisão de Cultura da Subprefeitura Penha e da Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo do Estado de São Paulo, além de nossos parceiros: Prepara Cursos Profissionalizantes Unidade Penha, Luar do Sertão Bolsas, Revista Espaço News, Rádio Forum Leste, DM1 Escola de Música, Movimento Pró Penha Unida, ZonaPunk e Fusa Records.

Deixo aqui meus sinceros agradecimentos a todos os envolvidos e a todos que compareceram e participaram desse momento histórico.

Montagem de palco e equipe técnica

Passagem de som

Banda Kamenin (São Paulo)

Banda Kamenin (São Paulo)

Banda Kamenin (São Paulo)

Banda O Grande Ogro (São Paulo)

Banda O Grande Ogro (São Paulo)

Banda Inside Shout (Diadema)

Banda Inside Shout (Diadema)

Banda Inside Shout (Diadema)

Banda Jack's Revenge (Diadema)

Banda Jack's Revenge (Diadema)

Largo do Rosário 

Banda Jack's Revenge (Diadema)

Banda Nessuno e os Cães de Pavlov (São Paulo)

Banda Nessuno e os Cães de Pavlov (São Paulo)

Banda Nessuno e os Cães de Pavlov (São Paulo)

Banda Nessuno e os Cães de Pavlov (São Paulo)

Na LUTA!
Adriano Pacianotto

quarta-feira, agosto 01, 2012

A REVOLUÇÃO CULTURAL PENHENSE



Penha - A História do Bairro
Por Elaine Muniz Pires
Fonte: Banco de Dados Folha - http://almanaque.folha.uol.com.br/bairros_penha.htm

A história do bairro da Penha se confunde com o mito sobre a origem de seu nome. Passagem obrigatória entre as aldeias de Guarulhos, São Miguel e Tatuapé, a região fazia parte da rota utilizada pelos bandeirantes a caminho do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, desde meados do século 17. Conta-se que um viajante francês seguindo por este trajeto certa noite descansou numa colina onde hoje se localiza o bairro, tendo na sua bagagem uma imagem de Nossa Senhora da Penha. Ao continuar o trajeto, no dia seguinte, sentiu falta da santa e voltou para procurá-la, encontrando-a onde pernoitara. Recolhendo a imagem prosseguiu viagem, mas, em pouco tempo, notou novamente sua falta. Encontrando-a na colina concluiu que a santa tinha escolhido o local como pousada e ali construiu uma capela.

De fato, o bairro se desenvolveu em torno desta santa. Sua fundação é incerta, mas a data mais citada é a de 5 de setembro de 1668, quando foi concedida uma sesmaria ao padre Mateus Nunes da Siqueira. No entanto, o próprio documento esclarece que o padre já possuía uma fazenda no local e que havia, por iniciativa de seu irmão, o também padre Jacinto Nunes da Siqueira, erigido uma capela para Nossa Senhora da Penha. Não se sabe ao certo quando a devoção se inicia, mas o primeiro documento de fé data de 1667 referente a uma doação em testamento à igreja. Com o passar dos anos, as peregrinações ao local cresceram de uma tal maneira entre os paulistanos que, até meados do século 19, as comemorações em homenagem à santa constituíam uma grande festa na cidade. Sempre no dia 8 de setembro, quando se comemora a natividade da santa, cortejos chegavam do centro da cidade pelo caminho da Penha (atual avenida Celso Garcia). A santa contava com tal devoção dos paulistanos que nos grandes surtos de cólera ou varíola do século 17, a imagem era deslocada para a igreja da Sé.

Em 22 de março de 1796, a Penha foi elevada a categoria de freguesia, integrando regiões que hoje formam hoje os bairros de Guaianazes, São Miguel, Ermelino Matarazzo e Vila Matilde. É deste período que data a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, construída e destinada aos escravos. Por possuir significado especial para comunidade até os dias atuais _ sobretudo a sala dos milagres _ e diante da manutenção de sua estrutura de taipa de pilão intacta, foi tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), em 1982, em detrimento da Igreja Matriz.

A Penha, até o início do século 20, não passava de um pequeno vilarejo com algumas chácaras. Com o processo de industrialização e urbanização da cidade, o bairro passou a receber parte da população operária, o que o caracterizou até meados da década de 60 como um bairro estritamente "dormitório". Já nos anos 70, apesar do deficiente saneamento básico, da precariedade dos sistema de ensino, saúde e transporte e de apenas 40% das ruas estarem asfaltadas, o comércio local começa a se desenvolver. Um comércio variado e característico, como a "rua das noivas" (rua Padre João), se instalou ao lado dos cinemas Júpiter, Penharama e São Geraldo. A inauguração da estação Penha do metrô, em 1986, deu novo fôlego à modernização, propiciando o desenvolvimento de uma infra-estrutura praticamente auto-suficiente para região, que conta com muitos colégios públicos e particulares, um sistema de transporte considerável, hospitais, bibliotecas e etc.

Hoje, os cinemas do bairro não mais existem, tampouco a rua das noivas tem o prestígio dos anos 70. O bairro residencial transformou-se também em um centro comercial para zona leste da cidade, possuindo além das já tradicionais lojas de rua, o Mercado Municipal, um shopping center inaugurado em 1992 e muitos vendedores ambulantes. A Penha, entretanto, guarda ainda vários monumentos de sua história: igrejas, a ladeira da Penha, o prédio onde funcionava o cinema São Geraldo, o Conservatório João Paulo 2º, ruas e praças que levam nomes de personagens importantes do bairro como Maria Carlota - moradora que muito investiu no bairro nos seus primórdios - e Dona Micaela - famosa negra vendedora de doces da virada do século.




Penha Rock - A Revolução Cultural 
por Adriano Pacianotto 

Sou  morador da Penha há 36 anos, e a história contada acima ouço desde criança. Sou fruto da geração que assistiu a degradação do bairro, o fechamento dos cinemas, da biblioteca, do teatro, da casa de cultura, dos pequenos comércios; a derrubada de prédios históricos para dar lugar a especulação imobiliária; os passeios nas praças dando lugar ao entretenimento artificial do Shopping; o abandono de imóveis antigos, somando longos quarteirões de "cidade fantasma". A Penha se tornou desorganizada, mal iluminada, suja e deteriorada; nenhum representante público olha para o bairro, e estendem-se "currais eleitorais" que mantém no poder gente incompetente e corrupta. Conseguir promover arte e cultura por aqui é quase impossível. Quase nenhuma instituição tem interesse; os "poderosos" estão mais preocupados com seus conchavos e status de "elite" do que com os direitos e interesses da população mais pobre.

Saindo da história tradicional e caindo na história do rock underground, o bairro já foi cenário de grande agitação, dos anos 80 ao início dos 2000, sediando casas noturnas e bares bastante representativos: Piarata Bar, Revolution, Sound Factory, Alternative Vídeo Bar, Plastic Alternative Bar, Arkhan Asylum, Penha Rock Bar, Electroshock Pub, etc.; porém, as dificuldades impostas pelos órgãos administradores praticamente extinguiram o fomento cultural no bairro.

Diante de tais condições, em contrapartida ao grande número de artistas, bandas e afins, à nós, produtores culturais, restou apenas a iniciativa independente. O Estado nos ignora, assim como a grande maioria das instituições; por conta disso resolvi lutar pelo direito de uso dos espaços públicos da região. Assim surgiu o Projeto Penha Rock, que tem como objetivo reunir e conscientizar as bandas independentes da força transformadora que elas tem.

A viabilização do projeto se deu pelo apoio do comerciante e agitador cultural Mauro Inácio, da Renovação Catótica Carismática, da Feira Artesanal do Largo do Rosário e da Subprefeitura Penha, e essa é a prova de que alguns indivíduos bem intencionados são capazes de fazer mil vezes mais do que toda a corja aglomerada em torno das tetas do Sistema.

Conseguir autorização e algum apoio para a realização de eventos públicos não passa de uma pequena batalha ganha, ficando o sucesso da iniciativa a cargo da adesão popular e do comparecimento em massa daqueles que acreditam que esse tipo de ação pode ser capaz de melhorar o bem-estar comum e, consequentemente, contribuir para a revitalização da Penha.

Interessados em participar, colaborar e promover a iniciativa entrem em contato pelo e-mail projetopenharock@gmail.com ou acessem o blog penharock.blogspot.com para maiores informações.

Na LUTA!

quinta-feira, julho 12, 2012

Próximos Eventos - Julho/Agosto





Sábado passado rolou nossa velha e alcoólica Open Hell, debaixo de temporal, com alguns fieis e molhados seguidores, naquele clima de festinha em casa, com som bacana e gente bêbada pulando. Só tenho a agradecer aos parceiros Aurélio, Magoo e Wlad, ao Espaço Cultural Walden, às pessoas que não tiveram medo da chuva (rs) e a minha Dê. Em breve (ou não) teremos a próxima. 

Falando em "baladinha", no final do mês rola Interzone no Musicall Rock Bar, na Av. Otávio Braga de Mesquita, 634, Guarulhos. Tocam as bandas Jack's Revenge, Baudelaire e Blues Drive Monster, além da discotecagem do Marcelo Magoo (sim, o mesmo da Open Hell rs) rolando muita coisa fina, do pós-punk ao shoegaze. Custa 7 pilas e a bebida não é cara. O blog da casa é esse: http://musicallbar.blogspot.com.br/ ; abaixo links das bandas:

Jack's Revenge 
http://www.youtube.com/watch?v=jtZPZ6goN-c

Baudelaire 
http://www.youtube.com/watch?v=GhZsWJrrJQw 

Blues Drive Monster
http://www.youtube.com/watch?v=lkVH3Y7C_W0 






Na mesma noite, no Clube Outs, em São Paulo, o ZonaPunk promove a noite "Punk HC Karaoke". O cartaz é bem explicativo e dispensa maiores informações. Será uma noite de vocalistas horríveis e muita diversão, sem dúvidas rs. E no andar superior, a partir da 1h, tem muito rock alternativo na discotecagem. O site da casa é http://www.clubeouts.com.br/





Saindo da noite underground e indo para uma tarde de rock na praça, a retomada da cultura rock'n'roll no bairro da Penha toma forma com a estreia do projeto Penha Rock, com apoio da Renovação Católica Carismática, o projeto traz shows ao vivo ao Centro Histórico do bairro, na zona leste paulistana, simultaneamente à tradicional feira de artesanato do Largo do Rosário, com o objetivo de promover a arte, a cultura e o bem-estar na comunidade. A 1ª edição acontece no sábado, 04 de agosto, das 13hs às 17hs, com apresentações das bandas Kamenin, O Grande Ogro, Inside Shout, Jack’s Revenge e Nessuno E Os Cães De Pavlov. Maiores informações no blog oficial: http://penharock.blogspot.com.br/ ; bandas interessadas em participar entrem em contato pelo email projetopenharock@gmail.com . O Largo do Rosário fica na altura do nº 100 da Av. Penha de França, a cerca de 100 metros do Shopping Center Penha.

A entrada é franca.


O Levante continua!

Na LUTA!
Adriano Pacianotto
counter
counter
 
Copyright 2009 Adriano Pacianotto. Powered by Blogger Blogger Templates create by Deluxe Templates. WP by Masterplan