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sexta-feira, julho 15, 2011

O concreto já rachou



Sem tempo pra postagens, mas assim que retomar o controle volto a escrever com mais frequência.

Por enquanto vou anunciar uma nova baladinha que vai rolar no Club Sattva I, nos Jardins/SP, a partir de agosto. A festa é voltada 100% para o rock nacional, segue release e programação abaixo.  

Abraços.

NA LUTA!
Adriano Pacianotto


Projeto BRock

Balada itinerante, idealizada pelo DJ e produtor cultural Adriano Pacianotto, em parceria com o jornalista Wladimyr Cruz (editor do site  ZonaPunk) e os DJs Aurélio Ordanini e Marcelo Magoo, 100% voltada ao rock nacional, com ênfase nos anos 80 (o chamado BRock), e clássicos dos anos 70 e 90.

A discotecagem ressalta nomes como: Akira S e as Garotas que Erraram, Arnaldo Antunes, Azul 29, Blitz, Barão Vermelho, Biquini Cavadão, Capital Inicial, Camisa de Vênus, Cabine C, Cólera, Civil, Chico Science e Nação Zumbi, Detrito Federal, De Falla, Engenheiros do Hawaii, Ethiopia, Finis Africae, Fellini, Gueto, Garotos Podres, Hojerizah, IRA!, Inocentes, João Penca e seus Miquinhos Amestrados, Kafka, Legião Urbana, Lobão, Los Hermanos, Mercenárias, Metro, Magazine, Musak, Nau, Nenhum de Nós, Os Mutantes,  Olho Seco, Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, Pato Fu, Planet Hemp, RPM, Replicantes, Raimundos, Raul Seixas, Sempre Livre, Smack, Secos e Molhados, Titãs, Tantra, Tim Maia, Ultrage a Rigor, Uns e Outros, Violeta de Outono, Varsóvia, Zero, 365, 5 Generais, etc.


Projeto BRock

A 1ª Festa 100% Rock Nacional

Sexta, 19/08/2011 – 23h às 5h

DJ’s
Adriano Pacianotto
Aurélio Ordanini
Marcelo Magoo
Wlad Cruz (ZonaPunk)

Entrada
Nome na lista - R$ 10,00
Fora da lista R$ 15,00
Inf. (11) 6574 7041

Local:
Club Sattva I
Al. Itú, 1564, Jardins/SP



terça-feira, abril 19, 2011

O CONCRETO JÁ RACHOU

Confiram a resenha do show da Plebe Rude na Virada Cultural, escrita pelo amigo Wlad Cruz e publicada no site ZonaPunk - Vejam as fotos por Daniel Salsicha: http://zonapunk.com.br/ver_res_show.php?id=833


Plebe Rude Na Virada Cultural
17/04/2011 - Palco Júlio Prestes - São Paulo/SP


Após a destruição e ressureição do palco Júlio Prestes, ao escaldante sol do meio-dia, a Plebe Rude tomou o palco dando ínicio ao melhor show da virada cultural e as apresentações de lançamento de seu aguardado DVD/CD ao vivo, "Rachando Concreto ao vivo em Brasília".


A Plebe é daquelas bandas que ainda são pertinentes, e neste show fizeram um verdadeiro ode ao punk, com direito a cover de "Medo" do Cólera, "Pátria Amada" dos Inocentes e intro de "Smash It Up" do The Damned.


Mas para brindar ao punk os quatro plebeus não precisam recorrer somente a menções a outros artistas, pois ali no palco, André X, Phillipe Seabra e Clemente Nascimento (também dos Inocentes) também tem sua enorme parcela de culpa na história do gênero no Brasil. Além dos três, Txotxa (ex-Maskavo Roots) fazia a bateria do dia de forma bem competente.


Poderia ficar aqui escrevendo por horas sobre a importância da Plebe na história do rock nacional, tratá-los como dinossauros do tal 'rock de Brasilia', mas ali eles provaram que são uma banda viva e estão em plena forma, como há muito tempo não se via.


A dinâmica das duas guitarras e vozes continua sendo o diferencial musical, uma interação entre Seabra e Clemente como a de Strummer e Jones nos melhores momentos do Clash, e juntos começaram o show com a dobradinha "O Que Se Faz" e "Brasília", a primeira do clássico "O Concreto Já Rachou" que viria a pautar o set-list.


"O Concreto...", o mini-LP (um corpo entranho entre o EP e o full-length), é um dos grandes marcos da música (de protesto) brasileira. Poucos discos tem os colhões que as sete faixas deste possuem, até hoje. Quantas bandas teriam a coragem de escrever o que fora escrito/cantado ali? Ainda mais em 1985? Um marco no rock de combate, de sempre.


O show seguiu com "Censura", "Bravo Mundo Novo" - com citação a "Soldados" da Legião Urbana, e chegando então a "A Minha Renda", a música mais atual do repertório Plebeu e que veio acompanhada dos comentários de Seabra do tipo: "Eu não sabia que havia civilização em São Paulo? Nós cobramos mil reais para o acesso no camarim", ou "Vocês não estão aqui pra pensar, estão aqui pra dançar", ou então puxar côro de "aeeee/clichê". Qualquer semelhança com o Restart é mera coincidência. Pena que quem deveria ouvir este tipo de letra/comentário não estava por lá.


O set continuou, com os covers já citados acima, "A Ida", "Johnny Vai a Guerra", "Sexo e Karatê", e claro, fechando com "Até Quando Esperar", sob a promessa: "Nós somos aquela banda de Brasília que nunca vai te decepcionar". Aposto que sim.


Enquanto a trégua não vem, eles continuam relevantes, uma das maiores bandas punk do Brasil, com o discurso certo, na hora certa, e algumas das melhores músicas já compostas nestas terras.


O maior e melhor show desta Virada Cultural paulista. Porque grandiosidade se faz ali, ao vivo no palco, não apenas de nome lendário. Valeu a pena aturar o sol, o cheiro de mijo, os mendigos malucos e tudo mais.


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